POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS INDÍGENAS: UM OLHAR NAS VIVÊNCIAS DAS ESCOLAS INDÍGENAS NO MUNICÍPIO DE JUARA - MATO GROSSO
Maria do Carmo Barros[1]
Secretaria Municipal de Educação e Cultura
Maria do Carmo Barros[1]
Secretaria Municipal de Educação e Cultura
RESUMO
O presente trabalho faz uma reflexão sobre as formas que as comunidades indígenas Rikabaktsa, Kayabi, Apiaka e Munduruku, localizadas no município de Juara, Estado de Mato Grosso, vivenciam as medidas públicas educativas. Como toda organização social possui suas lógicas, formas de conceber a vida e uma diversidade de culturas em seus contextos, fazer dos momentos escolarizados um local de reconhecimento, respeito e desafios são mecanismos importantes na política pública caminhe em conjunto com a realidade. No entanto para entender os sentidos atribuídos pelas vozes as medidas educativas é preciso aceitar a provocação de pensar sobre outra lógica, de buscar um olhar sobre o outro como possibilidades de crescimento. Ao investigar até que ponto as políticas públicas educacionais atendem a vivência diversa dos indígenas nas escolas Rikbaktsa, Kayabi, Apiaka e Munduruku recorreu-se as opiniões dos gestores em vigor e educadores indígenas, entendendo que a história, o tempo, a direção dos segmentos e a postura dialógica são estruturas necessárias para que o olhar interpretativo se manifeste com coerência. Para o cumprimento deste objetivo buscou conhecer o contexto escolar destas comunidades principalmente por causa do caráter diferenciado amparado no Referencial Curricular e nos planos de educação indígena. A pesquisa é de abordagem qualitativa e de cunho etnográfica pautada na interpretação da realidade por meio de uma representação segundo a visão dos sujeitos. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: questionário semi-estruturado, observação assistemática e analise documental. O método de interpretação dos sentidos utilizado na análise dos dados forneceu elementos significativos a respeito das forças e das arenas sociais que circundam a política publica educacional. Os sentidos atribuídos apontam que os segmentos sociais conquistaram mudanças nos fundamentos teóricos, mas no cotidiano as realizações estão em andamento díspar, de um lado o gerencialismo público em suas dinâmicas de gestão compartilhada espera investimentos em recursos humanos, materiais e orçamentários, por sua vez as comunidades indígenas vivenciam as propostas de forma diferenciada, assumem cada dia mais atos protagonistas, reinventam a educação escolar ultrapassando os condicionantes da sobrevivência. Em suma pode se dizer que as contribuições são que militância coletiva em torno da consciência politizada se faz por meio do currículo quando instrumentalizado de forma inovadora, criativa nos mundos culturais que norteiam a educação escolarizada, a exemplo destas etnias.
Palavras chave: 1.Políticas Públicas . 2. Indígenas. 3. Educação. 4. Diversidade Cultural
O presente trabalho faz uma reflexão sobre as formas que as comunidades indígenas Rikabaktsa, Kayabi, Apiaka e Munduruku, localizadas no município de Juara, Estado de Mato Grosso, vivenciam as medidas públicas educativas. Como toda organização social possui suas lógicas, formas de conceber a vida e uma diversidade de culturas em seus contextos, fazer dos momentos escolarizados um local de reconhecimento, respeito e desafios são mecanismos importantes na política pública caminhe em conjunto com a realidade. No entanto para entender os sentidos atribuídos pelas vozes as medidas educativas é preciso aceitar a provocação de pensar sobre outra lógica, de buscar um olhar sobre o outro como possibilidades de crescimento. Ao investigar até que ponto as políticas públicas educacionais atendem a vivência diversa dos indígenas nas escolas Rikbaktsa, Kayabi, Apiaka e Munduruku recorreu-se as opiniões dos gestores em vigor e educadores indígenas, entendendo que a história, o tempo, a direção dos segmentos e a postura dialógica são estruturas necessárias para que o olhar interpretativo se manifeste com coerência. Para o cumprimento deste objetivo buscou conhecer o contexto escolar destas comunidades principalmente por causa do caráter diferenciado amparado no Referencial Curricular e nos planos de educação indígena. A pesquisa é de abordagem qualitativa e de cunho etnográfica pautada na interpretação da realidade por meio de uma representação segundo a visão dos sujeitos. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: questionário semi-estruturado, observação assistemática e analise documental. O método de interpretação dos sentidos utilizado na análise dos dados forneceu elementos significativos a respeito das forças e das arenas sociais que circundam a política publica educacional. Os sentidos atribuídos apontam que os segmentos sociais conquistaram mudanças nos fundamentos teóricos, mas no cotidiano as realizações estão em andamento díspar, de um lado o gerencialismo público em suas dinâmicas de gestão compartilhada espera investimentos em recursos humanos, materiais e orçamentários, por sua vez as comunidades indígenas vivenciam as propostas de forma diferenciada, assumem cada dia mais atos protagonistas, reinventam a educação escolar ultrapassando os condicionantes da sobrevivência. Em suma pode se dizer que as contribuições são que militância coletiva em torno da consciência politizada se faz por meio do currículo quando instrumentalizado de forma inovadora, criativa nos mundos culturais que norteiam a educação escolarizada, a exemplo destas etnias.
Palavras chave: 1.Políticas Públicas . 2. Indígenas. 3. Educação. 4. Diversidade Cultural
[1] Maria do Carmo Barros Professora,.Licenciada em Letras,Especialista em Língua Portuguesa e Literatura, Mestre em Ciências da Educação da Universidade Tecnológica Intercontinental- Paraguai.Dissertação apresentada 2010.
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