sexta-feira, 5 de março de 2010
VOCÊ APRENDE - Willian Shakespeare
Você aprende
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiramescolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos compalavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você nãosabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, e que serflexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoasque fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que seteve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possavoltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valore que você tem valor diante da vida!Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamosconquistar, se não fosse o medo de tentar.
Willian Shakespeare
quinta-feira, 4 de março de 2010
AVALIAÇÃO
Avaliação
As metodologias de Avaliação expressam as concepções pedagógicas que cada professor constrói historicamente. Os elementos culturais e sociais das experiências coletivas e individuais interferem e refletem nas escolhas metodológicas que pautam a atividade de ensino. Os princípios pedagógicos, portanto, não são elementos que podem ser analisados isoladamente à estrutura econômica, cultural e política das sociedades, pois carregam marcas e práticas calcadas na ação, produção e reprodução do homem. A avaliação que se pretende, segue os princípios de globalidade, processualidade e contextualização:
As metodologias de Avaliação expressam as concepções pedagógicas que cada professor constrói historicamente. Os elementos culturais e sociais das experiências coletivas e individuais interferem e refletem nas escolhas metodológicas que pautam a atividade de ensino. Os princípios pedagógicos, portanto, não são elementos que podem ser analisados isoladamente à estrutura econômica, cultural e política das sociedades, pois carregam marcas e práticas calcadas na ação, produção e reprodução do homem. A avaliação que se pretende, segue os princípios de globalidade, processualidade e contextualização:
- Globalidade – avaliar considerando o todo, e não somente partes isoladas. A visão cartesiana e reducionista da matéria precisa ser ultrapassada a fim que o processo de aprendizagem seja compreendido como um complexo. Significa, romper com as estruturas do indivíduo que foram isoladas: cognitiva, social, afetiva e psicomotora, bem como com a estrutura curricular fragmentada em disciplinas e áreas, proporcionando, assim, a visão sistêmica da realidade/indivíduo. É preciso efetivamente recompor o todo para conhecer as partes (Morin, 2000).
- Processualidade – avaliar não como um fim, mas como um meio, considerando e promovendo as mudanças desejadas. Admitir o movimento e acreditar que tudo está num constante vir-a-ser. Avaliação como processo significa torná-la meio para se alcançar determinados fins. Dito de outra forma, a avaliação é o processo que permite a retomada e revisão dos objetivos e das metodologias de ensino e aprendizagem da classe e da instituição.
A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto os dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana. Segundo Luckesi, avaliar tem basicamente três passos: conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação da realidade; comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo. (qualificação); tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.
- Contextualização – avaliar considerando o ser como situado historicamente, que apresenta características culturais e sociais que configuram sua identidade. A compreensão dessa realidade possibilita a aprendizagem através das diferenças, do respeito à diversidade e do enfrentamento aos desafios cognitivos, sociais e afetivos.
Necessitamos de noções complementares para melhor compreender a dinâmica da realidade que se apresenta ora como onda, ora como partícula. E este lado complementar da natureza da matéria, quando associado ao princípio da Incerteza, nos mostra que sujeito e objeto estão intrinsecamente relacionados, que o indivíduo não está separado de seu contexto, revelando, assim, a sua dependência em relação ao ambiente onde está inserido (Moraes, 2004).
Os princípios expressos contêm fortes influências do Pensamento Complexo descrito por Edgar Morin (2000) e delineiam um paradigma avaliativo fundamentado na mudança atitudinal, procedimental e conceitual da atividade docente necessária para o século XXI.
Existem pelo menos quatro tipos de avaliação, que combinados de uma forma harmônica e adequada para o grupo de alunos, são capazes de compor o processo de avaliação. Segundo Blaya (2003), algumas formas de avaliação devem ser analisadas, pois dependendo de cada situação, uma forma de avaliação deve ser aplicada.
- Avaliação Somativa, como próprio nome indica, tem como o objetivo representar um sumário, uma apresentação concentrada de resultados obtidos numa situação educativa. Pretende-se traduzir, de uma forma quantificada, a distância em que ficou de uma meta que se arbitrou ser importante atingir. Essa avaliação tem lugar em momentos específicos ao longo de um curso, como por exemplo, no final de um ano letivo.
- Avaliação Formativa é a forma de avaliação em que a preocupação central reside em coletar dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem. Trata-se de uma "bússola orientadora" do processo de ensino-aprendizagem. A avaliação formativa não deve assim exprimir-se através de uma nota, mas sim por meio de comentários.
- Avaliação Diagnóstica tem dois objetivos básicos: identificar as competências do aluno e adequar o aluno num grupo ou nível de aprendizagem. No entanto, os dados fornecidos pela avaliação diagnóstica não devem ser tomados como um "rótulo" que se cola sempre ao aluno, mas sim como um conjunto de indicações a partir do qual o aluno possa conseguir um processo de aprendizagem.
- Avaliação Emancipadora utiliza-se do senso de autocrítica e autodesenvolvimento do aluno, através de instrumentos como a auto-avaliação, a co-avaliação. Nesse modelo, o professor torna-se um tutor e emite suas opiniões através de relatórios do processo evolutivo do aluno.
A avaliação constitui-se matéria imprescindível para a implantação e implementação de projetos pedagógicos, seus princípios e funções orientam e definem as ações que promoverão as aprendizagens e o bom desempenho da gestão pedagógica. Neste caso, as ações que serão desenvolvidas em caráter geral são: Formação Continuada da Educação Infantil, dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Programa Pró-Letramento), Programa Escola Ativa e outros internos das unidades urbanas e rurais.
O desenvolvimento de conhecimentos ampara-se nas funções diagnóstica, formativa, e somativa, tais categorias funcionais da avaliação apresentam distintas funções, contudo devem estar diretamente relacionadas e estreitamente ligadas em sua complementaridade.
O conhecimento da realidade e condição preliminar para o planejamento: a determinação de objetivos, a seleção dos conceitos a serem aprendidos e os procedimentos metodológicos devem ser orientados pelo diagnóstico realizado pelos alfabetizadores no inicio deste ano letivo, considerando que a avaliação diagnóstica abrangerá a caracterização individual e coletiva da turma, bem como seu conhecimento prévio no que concerne a linguagem alfabética, numérica e aos aspectos sociais, afetivos e culturais, tais informações serão essenciais para o planejamento, organização e execução das ações propostas para este ano letivo na busca pela melhoria da qualidade da educação oferecida pelas escolas da Rede Municipal de Ensino.
REFERÊNCIAS
BLAYA, Carolina. Processo de Avaliação, 2003, Disponível em http://www.ufrgs.br/tramse/med/textos/2004_07_20_tex.htm.%20acessado%20em%2023-02-2010.
LUCKESI, Carlos Cipriano. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Ed. Cortez, 2000.
MORAES, Maria Cândida. Pensamento Eco-Sistêmico, educação, aprendizagem e cidadania no Século XXI. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, UNESCO, 2000.
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